quarta-feira, 17 de julho de 2013

Amor Incondicional...

"Venhas comigo" disse -- sem que nada supera
de onde e como ardia meu estado doloroso,
e para mim não havia chave nem barcarola,
nada senão uma ferida pelo amor aberta.


Repeti: vem comigo, como se eu morresse,
e nada veio em minha boca com lua que sangrava,
nada viu aquele sangue que subia ao silêncio.


Oh amor agora ouviremos a estrela com espinhos!


Por isso quando escutei que tua voz repetia
"Venhas comigo" -- fui como se desprendia
dor, amor, a fúria do vinho envelhecido.


Que desde sua bodega submergida subira
e outra vez em minha boca senti um sabor de chama,
de sangue e de chaves, de pedra e queimadura.( Pablo Neruda)

4 comentários:

  1. Mauro, você está simplesmente arrasando na escolha dos poemas!
    Esse é maravilhoso, sublime!
    Como pode um poeta escrever tão bonito assim?
    É UM TURBILHÃO DE SENTIMENTOS!
    Obrigada e ótima noite amigo!

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    1. Essa poesia é bela, viajante, agradeço seu sentimento, muito importante e motivador, Adriana, beijos!

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  2. Oi Mauro

    Bom gosto o seu

    Pablo Neruda é superlativo.

    Beijos

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    1. Tenho várias referências de qualidade, suas postagens estão incluídas nesse aprendizado, Van, beijos!

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